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segunda-feira, 1 de março de 2010

Nos disseram que deveríamos amar, sorrir, chorar, correr, gritar, colorir, viver, fazer, cortar, colher, sobreviver. Disseram o que deveríamos sentir, por quem devemos sentir. Disseram também que sonhar é essencial e que alcançar é mais importante ainda. Falaram do significado de amizade e nem todos que escutavam conseguiram gravar. Falaram muito do amor e nós entendemos juntos o significado da dor. Fizeram gestos explicando o caminho certo que deveríamos seguir e juntos pegamos o caminho errado. Apontaram para o relógio nos convencendo de que havia pouco tempo e nós desperdiçamos no meio do caminho. Cantaram coisas boas e nos entendemos mágoas, pedidos de socorro. Pediram que adquirissemos sabedoria e nós adquirimos palavras e pensamentos maliciosos. Nós andamos, corremos e no caminho vimos, ouvimos gritos de ajuda, pedidos de socorro, sussurro de instruções e nós não paramos.No final de toda nossa caminhada, pediram para que fizéssemos um balanço da longa viagem e que de tudo que aprendemos e de repente todos se calaram, se entre olharam e ninguém conseguiu dizer uma palavra que fosse.Então alguém chegou e perguntou se vimos, escutamos ao longo do caminho gritos de socorro, sussurro de instruções, e acenando com a cabeça respondemos que sim. Permaneceram nos olhando e perguntaram o que fizemos, se atendemos e escutamos essas pessoas e com apenas um olhar eles receberam nossas respostas, então eles chegaram a conclusão de que tudo que passamos não serviu de nada e que não éramos mais humanos, éramos um robô, uma lataria fria.
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